| Santa Joana d'Arc | |
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| Nascimento | 6 de Janeiro de 1412. Domrémy-la-Pucelle, Lorena, Reino da França |
| Morte | 30 de Maio de 1431. Rouen, França |
| Canonização | 16 de Maio de 1920 |
| Dia Festivo | |
| Padroeiro(a) | França, Militares, Soldados, Cativos |
Joana d’Arc foi uma jovem que restituiu a honra à coroa da França e morreu acusada, falsamente, de heresia. Esta é a dramática história desta Santa, que, tendo sido queimada em uma fogueira, em 1431, guiou o exército para libertar Orléans das mãos dos britânicos, por uma imperiosa missão divina.
Vida Pessoal
Há seiscentos anos, são estes seus dois ícones: uma guerreira vitoriosa e uma "bruxa" moribunda. A menina, nascida em 6 de janeiro de 1412, em Domremy, nordeste da França, que ajuda sua família em casa e nos campos, mal conseguindo rezar, foi aquela que, aos 13 anos de idade, ouviu "vozes" do céu e se sentiu envolvida em um grande projeto.
“Livrar a França” e proclamar Carlos VII, rei da França: esta missão foi-lhe incumbida - disse Joana d’Arc, primeiro, aos pais e, depois, às autoridades - pelas vozes do Arcanjo Miguel, de Catarina de Alexandria e de Margarida de Antioquia... que ela ouviu claramente. Tais vozes foram, logo, criticadas como brincadeiras de uma analfabeta, de olhos esbugalhados.
Porém, quando aquela jovem, de 17 anos, que fugiu de casa, predisse, com exatidão, uma derrota da França contra os invasores britânicos, as suas “fantasias” adquiriram maior valor.
Ao ser examinada por alguns teólogos, que a interrogaram sobre a sua fé, Joana foi posta à frente de um exército, que marchou para Orléans e a circundou. Em apenas oito dias, aconteceu um prodígio, em termos militares: os ingleses foram, várias vezes, derrotados na batalha, onde a audácia da "donzela" foi incomparável. Orléans foi libertada e, em 17 de julho de 1429, atingiu o auge da sua glória: Carlos VII foi coroado em Reims e, ao seu lado, Joana d'Arc, com seu estandarte.
No entanto, duas forças opostas e similares conspiram contra a donzela: de um lado, os ingleses, que não aceitavam ser derrotados por uma jovem; de outro, os próprios franceses, generais e clérigos, que não queriam ser suplantados pelo mesmo motivo.
Por isso, enquanto Joana d’Arc guiava a libertação de Compiègne, a ponte levadiça foi levantada, antes que ela pudesse se livrar. Assim a jovem foi capturada pelos borgonheses.
Era o dia 23 de maio de 1430. Após dois dias, a Universidade de Paris pediu aos membros da Inquisição que a jovem fosse julgada por feitiçaria. Carlos VII fez bem pouco para libertá-la e, no dia 21 de novembro, Joana d’Arc foi entregue aos ingleses.
O processo começou em Rouen, em 9 de janeiro de 1431. Cerca de cinquenta homens, entre os mais cultos da França e da Inglaterra, julgaram a donzela. Bispos, advogados eclesiásticos, prelados de vários níveis fizeram-lhe uma interrogação pormenorizada sobre as acusações de imputação, idolatria, cisma e apostasia. A sua fé, suas roupas masculinas, as misteriosas “vozes” foram objeto de duras acusações e falsas reconstruções, às quais Joana, quase sem nenhuma instrução, respondeu com coragem e precisão. Perguntaram-lhe, entre outras coisas, se ela estava na graça de Deus e respondeu: “Se eu estiver, Deus me protegerá; se não estiver, que Deus me permita tê-la, pois prefiro morrer a não estar na graça de Deus”.
O julgamento de Joana d’Arc terminou no dia 24 de março: a heroína da França foi considerada uma herege e devia morrer. Assim, em 30 de maio de 1431, ela foi obrigada a subir na fogueira, preparada na praça do Vieux-Marché, em Rouen, onde morreu queimada viva, com os olhos fixos na grande cruz, que o frade Isembard de la Pierre havia trazido para ela. A Igreja reabilitou, solenemente, Joana d'Arc, em 1456. Pio X a beatificou, em 1910, e, dez anos depois, Bento XV a canonizou. [1]
Milagres e Testemunhos
- Cura de úlcera na perna - A religiosa Teresa de Santo Agostinho foi curada de graves feridas na perna.
- Cura de câncer de mama - A Irmã Julie Gauthier teve uma úlcera cancerosa no peito esquerdo curada após orações.
- Cura de câncer no estômago - A Irmã Marie Sagnier recuperou-se de um câncer gástrico de forma cientificamente inexplicável.
Legado
Na França, Joana d'Arc foi uma figura para além de seu caráter religioso. Isso é algo que já data do século XIX, um período em que historiadores e intelectuais se apropriaram da história de Joana d'Arc; é uma espécie de patrimônio coletivo que fez dela uma heroína patriota ou patriótica. Ela foi integrada dessa maneira nessa visão coletiva dos grandes heróis franceses. Essa apropriação republicana de Joana d'Arc fez dela uma heroína religiosa e secular ao mesmo tempo. [2]
"Joana d'Arc é uma santa muito contemporânea. Suas virtudes inspiram ainda hoje cada um de nós a avançar no caminho da santidade. De fato, deixar-se guiar por ela significa decidir responder ao chamado de Deus, porque ser santos não significa escolher o seu próprio caminho, mas seguir o caminho de Cristo”.
Recordamos o "poder da oração" que animava a Donzela de Orleans: Joana d'Arc, de fato "rezava antes de cada batalha, rezava por seus soldados, rezava pelos pecadores, rezava por seus inimigos mortos em batalha. Não se alegrava com o infortúnio, mas transformava-o em uma jornada em direção ao Reino dos Céus." [3]
