| Santa Catarina de Sena | |
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| Nascimento | 25 de Março de 1347. Siena, Itália |
| Morte | 29 de Abril de 1380. Roma, Itália |
| Canonização | 29 de Junho de 1461 |
| Dia Festivo | |
| Padroeiro(a) | Europa, Itália, Roma, Enfermeiros, Estudantes, Contra Doenças Corporais, Tentações, Incêndios |
Virgem, Doutora da Igreja, Padroeira da Itália e da Europa: Santa Catarina de Sena é celebrada pela liturgia no dia 29 de abril. Esposa de Jesus Cristo, do qual recebeu o sigilo dos estigmas, trabalhou com afinco pela paz, pelo retorno do Papado a Roma e pela Unidade da Igreja.
Vida Pessoal
“Não nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes! Se vocês fossem o que deveriam ser, incendiariam toda a Itália!” Com estas palavras, em seu habitual estilo firme e intransigente, mas sempre materno, Catarina Benincasa convidava à radicalidade da fé a um dos seus interlocutores epistolares. Trata-se de uma exortação que revela o ardente desejo da santa de irradiar o Evangelho no mundo, mediante o testemunho ciente e crível de homens e mulheres convertidos pelo anúncio do Ressuscitado: “Munida de uma fé invicta, poderá enfrentar, vitoriosamente, seus adversários”, disse-lhe Cristo em uma visão no último dia de Carnaval de 1367, em um episódio que os biógrafos recordam como “núpcias místicas” de Catarina.
Nasceu vinte e cinco anos antes, no dia 25 de março, no bairro Fontebranda de Sena, vigésima quarta filha, dos vinte e cinco vindos ao mundo, de Jacopo Benincasa e de Lapa de Puccio Piacenti, em uma época caracterizada por fortes tensões no tecido social; com apenas seis anos, - em um momento em que o Papado tinha sua sede em Avinhão e os movimentos heréticos insidiavam a vida Igreja, - a menina teve uma visão em que Jesus estava vestido com roupas pontificais. No ano seguinte, fez votos de virgindade, amadurecendo, depois, o firme propósito de seguir a perfeição cristã junto à ordem Dominicana. Diante da oposição dos pais, que queriam que se casasse, Catarina reagiu com determinação: com 12 anos, cortou o cabelo, cobriu-se com um véu e encerrou-se em casa. Então, em 1363, a família permitiu-lhe entrar para a comunidade das “Mantellate” ou Terciárias Dominicanas.
A santa aprendeu a ler e escrever e se dedicou a uma intensa atividade caritativa entre os últimos; em uma Europa, dilacerada por pestes, guerras, escassez e sofrimentos, ela se tornou um ponto de referência para homens de cultura e religiosos, que, por frequentarem assiduamente a sua casa, foram chamados “catarinados”. Os mais íntimos entre eles a chamavam “mãe e mestra” e se tornaram descritores dos seus muitos apelos às autoridades civis e religiosas: exortações a assumir suas responsabilidades, às vezes, repreendidos e convidados a agir, mas sempre expressos com amor e caridade. Entre os temas enfrentados nas missivas destacam-se: a pacificação da Itália, a necessidade de cruzadas, a reforma da Igreja e o retorno do Papado a Roma, para o qual a santa foi determinante, por se encontrar, na Provença, em 1376, com o Papa Gregório XI.
Catarina jamais teve medo de admoestar o Sucessor de Pedro, por ela definido “doce Cristo na terra”, às suas responsabilidades: reconhecia suas faltas humanas, mas sempre teve máxima reverência pelo Vigário de Jesus na terra, assim como por todos os sacerdotes. Após a rebelião de um grupo de Cardeais, que deu início ao cisma do Ocidente, Urbano VI a convocou em Roma. Ali, a santa adoeceu e faleceu em 29 de abril de 1380, como Jesus, com apenas 33 anos. As palavras do apóstolo Paulo “Não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim” se encarnaram na vida de Catarina que, em 1375, recebeu os estigmas incruentos, revivendo semanalmente, - narram as testemunhas, - a Paixão de Cristo. [1]
Milagres e Testemunhos
- Troca de Coração - Relata-se que Jesus apareceu a Catarina, tirou seu coração humano e substituiu pelo Seu, deixando uma cicatriz visível.
- Estigmas - Recebeu as chagas da paixão de Cristo que, por sua oração, permaneceram invisíveis durante sua vida, tornando-se visíveis apenas após sua morte.
- Jejum Extremo - Viveu longos períodos sem comer, alimentando-se apenas da Eucaristia, sendo considerada um "milagre vivo".
- Levitação - Relatos indicam que ela flutuou no ar enquanto rezava fervorosamente em uma gruta.
- Visões e Sabedoria - Teve visões místicas do sangue de Cristo e do céu, ditando obras teológicas mesmo sendo analfabeta.
- Proteção de Relíquias - Lendas contam que, ao tentarem roubar sua cabeça, as guardas romanas viram pétalas de rosas em vez da relíquia.
Devoção
“Essa grande figura de mulher tirou da comunhão com Jesus a coragem da ação e a esperança inexaurível que a sustentou nas horas mais difíceis, mesmo quando tudo parecia perdido, e lhe permitiu influenciar os outros, até mesmo nos mais altos níveis civil e eclesiástico, com a força de sua fé. Que o seu exemplo ajude cada um a saber unir, com coerência cristã, um intenso amor à Igreja e um zelo eficaz pela comunidade civil, especialmente neste período de provação. Peço a Santa Catarina para que proteja a Itália; e que proteja a Europa, pois é a padroeira da Europa, que proteja toda a Europa a fim de que permaneça unida”, palavras do Papa Francisco. [2]
Legado
A pertença ao Filho de Deus, a coragem e a sabedoria infusa são os traços distintivos de uma mulher, única na história da Igreja, autora de textos como “O Diálogo da Divina Providência”, o “Epistolário” e a coletânea de “Orações”. Devido à sua grandeza espiritual e doutrinal, Paulo VI, em 1970, a proclama Doutora da Igreja.
Apaixonada por Jesus Cristo, Catarina escrevia: “Nada atrai o coração de um homem como o amor! Por amor, Deus o criou; por amor, seu pai e sua mãe deram-lhe a sua substância; ele foi feito para amar.” [1]
