| São Josemaria Escrivá | |
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| Nascimento | 9 de Janeiro de 1902. Barbastro, Espanha |
| Morte | 26 de Junho de 1975. Roma, Itália |
| Canonização | 6 de Outubro de 2002 |
| Dia Festivo | |
| Padroeiro(a) | Cotidiano, Trabalhadores, Famílias, Pessoas Com Diabetes |
“Uma obra que permitisse a qualquer um se tornar santo”: eis o ideal que estimulou o jovem Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei. A sua história é a de um sacerdote “apaixonado por Deus”, que repetia sempre: “De cem almas, nos interessam as cem”.
Vida Pessoal
“Pegadas de pés descalços sobre a neve”. O gérmen da santidade pode desabrochar também em acontecimentos aparentemente banais. Josemaría tinha 16 anos quando observou aquelas pegadas deixadas por alguns Carmelitas ao chegarem à cidade e se perguntou: “O que seria capaz de oferecer a Jesus diante da total generosidade, que testemunham aqueles rastos de pés nus na neve”?
Era o ano de 1918. Aquele rapaz espanhol, natural de Barbastro, em Aragão, depois transferido com a família para Logroño, intuiu que Deus estava à sua procura para realizar alguma coisa que ainda não tinha forma.
Aquelas pegadas na neve prosseguem, de qualquer modo, no seu interior. Josemaría interroga-se, continuamente, para saber, com clareza, qual o projeto, que Deus não lhe havia revelado totalmente, para tomar uma decisão. Qual a escolha melhor, para encontrá-lo preparado, senão a de ser sacerdote?
O jovem estudou, antes em Logroño e depois em Zaragoza, e formou-se, não só em vista do seu futuro ministério, mas também em Direito, seguindo o conselho do seu pai, que veio a falecer em 1924.
No dia 28 de março do ano seguinte, Josemaría tornou-se sacerdote. A sua primeira experiência foi em uma periferia de Zaragoza, entre os pobres e analfabetos. No entanto, aquelas pegadas continuam em seu coração.
Quarta-feira, 2 de outubro de 1928. Após a Missa, Padre Escrivá subiu para seu quarto. Morava com sua família, há quase um ano, em um pequeno apartamento de Madri: pouco dinheiro e muito trabalho, entre compromissos sacerdotais, estudo e aulas particulares.
Até que em 2 de outubro de 1928, em um intervalo durante um retiro, ao organizar suas anotações - propósitos, inspirações, ideias – como por uma fulguração, Josemaría “viu” a Obra que Deus lhe pedia: “Pessoas de todas as nações e raças, de todas as idades e culturas buscavam a Deus e o encontravam na vida de cada dia; santificavam seu trabalho, humilde ou prestigioso que fosse; cristianizavam seus ambientes, como por contágio”.
Então, Josemaría ajoelhou-se e, com o tempo, escreveu: “Tinha 26 anos, contava com a graça de Deus e bom humor. Nada mais. Mas tinha que construir a Opus Dei”. Aquelas pegadas tinham chegado ao seu destino!
A guerra civil estoura, sobretudo e de modo feroz, contra a Igreja, obrigando Josemaría à clandestinidade, refugiando-se, para além dos Pirineus, em Burgos, na França. Regressou para Madri, em 1939, e, depois, em 1946, partiu para Roma, onde foi recebido pelo Papa Pio XII.
O Papa Pacelli estimava muito ao Padre Escrivá, mas o problema era que, para aprovar canonicamente uma Obra daquele tipo, - simples cristãos que queriam se santificar na vida de cada dia - faltavam os princípios jurídicos.
A Opus Dei, - disse alguém – “teria chegado cem anos antes”. Mas, finalmente, entre 1947 e 1950, foi-lhe concedido o máximo sigilo eclesial. A Opus Dei contou, nos decênios sucessivos, com uma grande expansão. Seu fundador fez numerosas viagens pelo mundo.
Josemaría Escrivá de Balaguer faleceu em 26 de junho de 1975, Em 6 de outubro de 2002, João Paulo II o proclamou Santo. [1]
Milagres e Testemunhos
- Cura Inexplicável - Manuel Nevado Rey, traumatologista, tinha a pele das mãos cancerosa e atrofiada devido à radiação de aparelhos de raio-X. Após um conhecido pedir a intercessão de Josemaria, a doença desapareceu de forma imprevista, algo sem precedentes na medicina.
- "Milagres" Cotidianos - O próprio São Josemaria costumava dizer, em seus escritos, que os maiores milagres não são necessariamente curas físicas, mas a conversão das almas e a santificação da vida ordinária, algo que ele chamava de "milagres como os primeiros Apóstolos".
Legado
"A santidade é para todos e não só para uns quantos privilegiados: não consiste em realizar coisas extraordinárias, mas em cumprir, com amor, os pequenos deveres de cada dia. Queres de verdade ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento: faz o que deves e está no que fazes. A santidade "grande" consiste em cumprir os "deveres pequenos" de cada instante.
As tarefas profissionais - o trabalho do lar também é uma profissão de primeira grandeza - são testemunho da dignidade da criatura humana; ocasião de desenvolvimento da própria personalidade; vínculo de união com os outros; fonte de recursos; meio de contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos e de fomentar o progresso da humanidade inteira... Para um cristão, estas perspectivas alargam-se e ampliam-se ainda mais, porque o trabalho - assumido por Cristo como realidade redimida e redentora - se converte em meio e caminho de santidade, em tarefa concreta santificável e santificadora. (Forja, 702)
"Alcança-se a santidade com o auxílio do Espírito Santo - que vem morar em nossas almas -, mediante a graça que nos é concedida nos sacramentos, e com uma luta ascética constante. Meu filho, não nos iludamos: tu e eu - não me cansarei de repeti-lo - teremos de combater sempre, sempre, até o fim da nossa vida. Assim amaremos a paz, e daremos a paz, e receberemos o prêmio eterno" (Forja, n. 429). [2]
