| São Padre Pio | |
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| Nascimento | 25 de Maio de 1887. Pietrelcina, Itália |
| Morte | 23 de Setembro de 1968. San Giovanni Rotondo, Itália |
| Canonização | 16 de Junho de 2002 |
| Dia Festivo | |
| Padroeiro(a) | Dor, Sofrimento, Cura, Confessores, Grupos de Oração |
Pietrelcina, 25 de maio de 1887. Entre estas coordenadas espaço-temporais teve início a história de um dos Santos mais amados: Padre Pio, no civil, Francisco Forgione. A sua vida, inspirada no exemplo de São Francisco de Assis, sempre teve um constante referencial: a Cruz e a Paixão de Cristo.
Vida Pessoal
Padre Pio nasceu no seio de uma família de camponeses e, desde criança, sempre foi animado pelo desejo de “ser frade”. Aos 16 anos, entrou para o Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, adotando o nome de Frei Pio. Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal.
Seis anos depois, entrou para o Convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde dedicava muitas horas do dia ao sacramento da Confissão. O cume das suas atividades pastorais era a celebração da Santa Missa. Ele se definia “um pobre frade que reza”. “A oração – afirmava – é a melhor arma que temos; é a chave que abre o coração de Deus”.
Padre Pio faleceu na noite do dia 23 de setembro de 1968, com a idade de 81 anos. Em 16 de junho de 2002, foi proclamado Santo pelo Papa João Paulo II, que afirmou na sua homilia: “A vida e a missão do Padre Pio são um testemunho das dificuldades e dores, que, se aceitos por amor, se transformam em um caminho privilegiado de santidade, que se abre ainda mais rumo a perspectivas de um bem muito maior, aceitável somente pelo Senhor”. [1]
Missões e Obras
Em 1948, Padre Pio confessou um jovem sacerdote polonês, Padre Karol Wojtyła, que, 30 anos depois, se tornou Sucessor de Pedro, com o nome de João Paulo II. No humilde frade – realçou o Pontífice, em 1999, durante o rito de beatificação de Padre Pio – pode-se contemplar a imagem de Cristo sofredor e ressuscitado: “Seu corpo, marcado pelos ‘estigmas’, indicava a íntima ligação entre a morte e a ressurreição”.
“Não menos dolorosas e, humanamente, talvez ainda mais torturantes, - recordou o Papa na sua homilia – foram as provações que ele teve que suportar, por causa, - se assim pudermos dizer - dos seus carismas particulares”.
Para Padre Pio, “sofrer com Jesus” é um dom: “ao contemplar a cruz sobre os ombros de Jesus, sinto-me mais fortalecido e exulto com santa alegria”. “Tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão – revelou – eu também sofro, indignamente, segundo as possibilidades de uma criatura humana”.
A vida do Padre Pio foi também reflexo de um incessante compromisso para aliviar as dores e as misérias de tantas famílias. Em 1956, foi inaugurada a “Casa Alívio do Sofrimento”, uma obra hospitalar de vanguarda. É a “pupila dos meus olhos”, afirmava o frade, que, por ocasião do seu discurso inaugural, acrescentou: “Esta é uma criatura que a Providência gerou, com a ajuda de vocês. Ei-la aqui! Admirem-na! Louvemos, juntos, ao Senhor Deus. Nesta terra foi plantada uma semente, que o Senhor fará germinar com os seus raios de amor”. [1]
Milagres e Testemunhos
- Estigmas (1918) - Recebeu as cinco chagas de Cristo nas mãos, pés e lado, que sangravam diariamente sem cicatrizar e sem causar infecção, durando até pouco antes de sua morte.
- Bilocação na II Guerra - Relatos indicam que Padre Pio apareceu no céu para impedir bombardeios americanos sobre San Giovanni Rotondo, sua cidade, salvando a região.
- Curas Milagrosas - A cura de uma menina cega de nascença, Gema Di Giorgi, em 1947, que passou a enxergar mesmo sem pupilas. Também é atribuída a ele a cura de um câncer maligno em um menino brasileiro em 2017.
- Leitura de Almas - Fiéis relatavam que, durante a confissão, Padre Pio revelava pecados que eles tinham esquecido ou escondido, demonstrando conhecimento sobrenatural.
- Aparecimento no Brasil - Relatos de pessoas que receberam visitas dele em sonhos ou visões para dar conselhos ou curas.
Legado
Falando do hospital "Casa Alívio do Sofrimento", Padre Pio o chamava de templo santo, de templo de oração e de ciência: onde todos são chamados a ser uma reserva de amor para os outros. Papa Francisco recordou que no enfermo se encontra Jesus, e no cuidado amoroso daqueles que se dobram sobre as feridas do próximo, está o caminho para encontrá-lo.
A única arma sábia e invencível é a caridade animada pela fé, porque tem o poder de desarmar as forças do mal. São Pio lutou contra o mal ao longo de sua vida e lutou com sabedoria, como o Senhor: com humildade, com obediência, com a cruz, oferecendo a dor por amor.
São Pio ofereceu a vida e inúmeros sofrimentos para encontrar o Senhor nos irmãos. E o meio decisivo para encontrá-lo era a confissão, o sacramento da reconciliação. Ali começa e recomeça uma vida sábia, amada e perdoada, ali inicia a cura do coração.
Padre Pio foi um apostolo da confissão. Também hoje nos convida e nos diz: onde vai? Vai a Jesus ou ao encontro das tuas tristezas? Para onde retornarás? Para aquele que salva ou nos teus abatimentos, nos teus arrependimentos, nos teus pecados? Vens, o Senhor te espera. Coragem, não tem nenhum motivo assim grave que te exclua da sua misericórdia. [2]
